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Lutando pela a Vida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Infarto feminino

Existe uma grande diferença entre a pessoa que tem informação e aquela que não tem informação. Abaixo segue relato de um fato que mostra claramente o que significa a diferença entre ambas.
“... Ela comentou que não se sentia bem... doíam-lhe as costas.... foi deitar-se um pouco até que passasse.
Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração, não a puderam reviver..."

Comentou o marido ao médico já no Hospital.
Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto.

Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência.. .

Sabia que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam os infartos nos homens?

Refiro-me à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.
Para que saiba como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque cardíaco nos vai contar sua história:                

"Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo.
Estava sentada, bem agasalhada, com meu gato nos joelhos vendo novela. Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando estando com pressa – comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água. Esta foi minha sensação inicial... O 'único problema' era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde as 17h00min...
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara à coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta). Logo, a pressão começou a avançar para o meu esterno (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo.
Tirei os pés do puff e tratei de ir até o telefone, mas caí no chão... Levantei-me me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Disse-lhes que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.
Segui suas instruções, me deitei no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos.
Acordei com o cardiologista me informando que havia introduzido um  pequeno balão em minha artéria femural para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito.
Graças às minhas explicações precisas, os médicos já estavam esperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital".

Dicas importantes:
1. Dizem que muito mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2. Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulância'. AMIGAS, o tempo é importante, e as informações precisas também.
3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'...
Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco. Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.
Previna-se, pois a prevenção é a ma-neira mais eficiente de se combater uma tragédia. Portanto não seja responsável por algo que você poderia ter evitado.

Fonte: Elaine dos Santos - GCM - São Paulo - SP.

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